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O Informador

Pensamentos que podem ser de qualquer um!

31
Ago17

Ocupação tranquilizante


O Informador

As pessoas não se apercebem mas os factos são verídicos. Quanto mais se estiver ocupado no dia-a-dia melhor nos conseguimos sentir connosco e com os outros, não causando tantos problemas e complicações pessoais e para com quem nos é mais próximo. 

Como é sabido estive mais de dois meses desocupado e sem conseguir dar a volta para ocupar as horas que antes estavam ocupadas e que passaram a estar livres. E agora percebo que nessa altura, sem que me desse conta, tudo me começava a fazer confusão. O que poderia ser uma questão que nem ligaria em tempos normais daria logo para gerar uma conversa menos boa e causar ligeiros conflitos com quem me é mais próximo. O cérebro ao estar demasiado desocupado começa a criar problemas onde eles não existem e isso acaba por não ser benéfico para ninguém, acima de tudo para o próprio, que entra numa espiral de onde pode ser complicado sair por se criar um hábito. A pessoa sente-se vazia, inútil e ao ver os outros com os seus afazeres diários acaba por se auto magoar e também por arrastar quem não tem culpa de nada para os seus problemas que ganham proporções acima do normal porque alguém que passa um dia em vão não compreende que quem está ocupado simplesmente quer descansar quando chega e não está para aturar os dramas que deixam de ser relativizados, ganhando sim outros contornos que vão adensando devido ao tempo que é passado sem nada fazer.

Percebi isso ao longo daquelas semanas em que me senti a ficar ainda mais chato e maçador para com quem me é mais próximo, tornando-me implicativo com mínimas coisas e só depois, uns tempos após ter retomado a vida normal, é que percebo que isso aconteceu verdadeiramente. Não é que não me tenham alertado e que não veja tais comportamentos nos outros, mas passei pelo mesmo sem me ter dado conta, ao contrário do que afirma o velho ditado, «só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro». E é verdade, hoje tenho capacidade para perceber que além de ter ficado mais sensível e carente naquela altura, a paciência esgotava-se com uma maior facilidade. 

30
Ago17

Convites duplos para Let The Sunshine In [02.09.2017]


O Informador

let the sunshine in.jpg

O Auditório do Casino Estoril recebe ao longo deste Verão a loucura dos anos 60 através do musical da ArtFeist, Let The Sunshine In! E mais uma vez tens a oportunidade de assistir a este espetáculo de forma gratuita!

Let The Sunshine In é a produção dos manos Feist que celebra os grandes temas dos anos 60. Contando com Henrique Feist, Diogo Leite, Daniel Galvão, Valter Mira e o regresso aos palcos nacionais de Vanessa Silva, este espetáculo tem direção musical a cargo de Nuno Feist. 

Para todos poderem apreciar Let The Sunshine In tenho cinco convites duplos para oferecer aos leitores do blog. A sessão a que se destinam é a do próximo Sábado, 02 de Setembro, pelas 21h45, e a corrida é muita para se ser um dos vencedores e poder assim apreciar em boa companhia este musical. 

30
Ago17

Ganha... Ensaio sobre o Dever (Ou a Manifestação da Vontade)


O Informador

ensaio sobre o dever.jpg

Existem obras que quase conseguem vencer mas ficam-se pelo caminho e foi o que aconteceu com Ensaio sobre o Dever (Ou a Manifestação da Vontade), da autoria de Rute Simões Ribeiro. A autora concorreu com este seu primeiro romance ao Prémio LeYa 2015 sob o título Os Cegos e os Surdos mas ficou-se por um lugar no quinteto finalista. Não desistindo do sonho de ver a sua obra publicada partiu para uma edição de autor e eis que o seu romance viu a luz do dia para chegar junto dos leitores. Agora a narrativa encontra-se à venda pelas livrarias físicas e online nacionais para que ninguém se possa queixar que tem curiosidade sobre esta obra e não a pode ter.

Quem a poderá receber de forma rápida e sem gastos é um dos leitores do blog. Pois, a autora disponibilizou um exemplar para sorteio junto dos seguidores d' O Informador. Para participares neste desafio basta leres o que se segue...

29
Ago17

Arrancaram a tinta!


O Informador

Ainda não vos contei, mas no parque de estacionamento ao lado da empresa uma colega a estacionar achou que o carro não estava bem arrumado, resolveu andar um pouco para trás, raspar-me a carrinha, voltar a andar para a frente e parar! Que coisa fofa logo pela manhã!

Pois é, isto aconteceu logo pelas oito da manhã! Não vi, mas uns minutos após ter entrado, ligava o computador e o telefone tocou. Vi quem era e logo pensei o que me queria logo de manhã. Atendi e perguntou-me se a carrinha era minha, é que tinha encostado a sua na minha ao tentar melhorar o seu estacionamento. Sugeriu logo ativar o seguro, tentei perceber o que teria de ser feito nas horas seguintes junto de um pintor, mas ativamos mesmo o seguro.

Agora aguardo ser contactado para verem o veículo e depois me dizerem onde poderei coloca-lo a pintar. Já sei que ficarei no mínimo dois dias sem viatura por uns riscos que tiraram tinta, mas prefiro assim do que deixar passar e uns dias depois aparecer outro encosto do género e começar a ficar com o carro cheio de arranhões. 

28
Ago17

Elogios animadores


O Informador

Acredito que todos gostaremos de receber elogios na sua vida, mas perceber que o seu trabalho está a ser valorizado por simples palavras espontâneas é positivo e anima qualquer pessoa que possa começar o dia mais cabisbaixo.

É sabido que estou há praticamente três meses no meu segundo emprego, após trabalhar dez anos numa empresa que encerrou, e embora tenha começado esta nova fase bem, depois desanimei porque estava habituado a outro ritmo e a um maior movimento, mas aos poucos percebi que estou bem onde estou e que é naquele espaço que quero continuar pelos próximos tempos. A par disto perceber que os superiores enviam emails positivos sobre o trabalho e que os colegas valorizam a diferença entre o que tinha no passado e o que apresento agora deixa-me contente. Por muito que a pessoa pense que ainda consegue fazer mais e melhor, perceber por palavras diretas e por pessoas que estão há anos na empresa que o trabalho está a ser bem visto é bom, deixa-me contente e com vontade de continuar a fazer o que tenho aprendido muito à minha custa. 

Sinto-me calmo, faço tudo ao meu ritmo, com uns dias mais corridos que outros como em todos os trabalhos, mas entrei, tentei perceber o que era para fazer e aos poucos tenho alterado o método que me foi passado para adaptar as situações ao tempo e disponibilidade, tanto que consigo ter tempo, o que parece que o meu antecessor não tinha. Quase todos os colegas com quem trabalho mais diretamente acham que já tinha conhecimentos na área, mas nada disso. Já lhes expliquei como foi o meu passado profissional e os comentários sobre a adaptação e o desenrasque com que entrei e a forma como falam sobre a minha adaptação às funções dizem que parece de alguém que já estava na área e que pouco teve de aprender.

Enganam-se, tudo tive e tenho de aprender. Nomes completamente estranhos para conhecer, materiais que ainda estou a perceber o que são, contas a fazer com tabelas de excel todas elaboradas, emails sempre a aparecer para serem resolvidos e tentar esclarecer tudo para que se siga em frente... Sim, uma das minhas anteriores funções entre várias era fazer a parte de escritório, mas o antes e o agora nada têm haver uma coisa com a outra. Para além disto o salto deu-me responsabilidade porque o processo só avança se passar por mim, não existindo alguém acima a dar ordens e dicas sobre o que fazer. Tenho de decidir, fazer e avançar o quanto antes porque atrás vem gente, ou melhor, trabalho. E parar neste caso é perder dinheiro, o que não pode acontecer!

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